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Um amigo se faz rapidamente; já a amizade é um fruto que amadurece lentamente.
– Aristóteles
Observo em mim mesma as mudanças de estação: eu claramente mudo com elas.
– Clarice Lispector
Hora de reabrir esse buteco!
Sob o Olhar da Lua →
Ó padrinho não se zangue
Que eu nasci no samba
E não posso parar
– Dona Ivone Lara
Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também...
– Friedrich Nietzsche
O mago da ironia
André Augusto Passari
Lá se vão cem anos, e quanta solidão! De lá para cá, o ser humano Esse espectro frágil de qualquer coisa que seja Deus Tropeçou em suas próprias armadilhas e se perdeu Por isso, com a mesma ironia E em memória àquele que um dia iluminou essa escuridão Dedico estes versos, pobres e insuficientes versos Mas que dão mote à grandeza do nome sobre o qual...
Pra quem gosta de bichos →
(para meu avô)
Azul, laranja e rosa são as cores que explodem no fim das tardes deste céu de outono. O mesmo céu de quando ele se foi e deixou a saudade, Síntese das muitas boas lembranças. Tantas e tão belas quanto as cores que os céus das estações nos reservam. As cores que enchem os olhos tanto quanto a saudade aperta o peito. Aline Lacerda 23/04/2009.
Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,...
– Mário Quintana
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza....
– Rubens Alves
Do desejo
Hilda Hilst
Porque há desejo em mim, é tudo cintilância. Antes, o cotidiano era um pensar alturas Buscando Aquele Outro decantado Surdo à minha humana ladradura. Visgo e suor, pois nunca se faziam. Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo Tomas-me o corpo. E que descanso me dás Depois das lidas. Sonhei penhascos Quando havia o jardim aqui ao lado. Pensei subidas onde não havia rastros. ...
Poesia é voar fora da asa.
– Manoel de Barros
A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
– Mário Quintana
Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia.
– Vinícius de Moraes
Nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera, mas nunca o teu riso, porque então...
– Pablo Neruda
Ela ainda não desistiu
Aline Lacerda
Ela voltou a sentir as dores que nunca deixaram de doer e que agora doíam mais. Não conseguia distinguir se eram dores nos músculos ou na alma. Sequer sabia se alma doía. Se alma existia. Sabia que as dores, sim, existiam e doíam.
Acordou naquela segunda-feira pós ‘feriadão’ muito solitária. E pesada. Sentia todo o peso do mundo em seus ombros e sabia que era só o seu mundo. Muito...